Uma breve história das Geishas

21 maio

Oi Pessoal! Tudo bem?

Faz um tempo eu queria fazer um post histórico aqui no blog e como eu assino um mailing de história oriental, resolvi fazer uma tradução livre para vocês.

O texto resgata as raízes da profissão Geisha, antes da mesma ganhar esse nome. Mantendo como vínculo o ato de servir (quase como a classe samurai, mas nesse caso para famílias com status menores e focados na figura feminina) e mostra como essa profissão sobreviveu e sustenta todo um ramo da indústria japonesa.

Eu sei que tem muitos termos históricos desconhecidos para nós ocidentais, qualquer dúvida visitem o site texto original (link no fim do texto) que possui muitos outros textos relacionados.

As Raízes das Geishas:

A primeira classe tipo Geisha da qual se tem registro na história do Japão são as saburuko, “aquelas que servem”, que serviam mesas, conversavam e algumas vezes vendiam favores sexuais. As saburukos de alta classe dançavam e entretinham a elite em eventos sociais. Saburukos comuns, geralmente era filhas de famílias destituídas devido aos eventos políticos e sociais do século VII, período da Reforma Taika.

Em 794 d.C., o Imperador Kammu mudou a capital de Nara para Heian (próximo a atual Kyoto). A cultura japonesa Yamato floreceu durante o período Heian, que testemunhou o estabelecimento de um Padrão de Beleza em particular, bem como as origens da classe Samurai. Dançarinas Shirabyoshi e outras artistas talentosas estavam em alta durante a Era Heian, que durou até 1185.

Precursoras Medievais das Geishas:

Por volta do século XVI, com o fim do caótico período Sengoku, a maioria das cidades japonesas desenvolveram bairros murados chamados “distritos dos prazeres”. As cortesãs, ou yujo, viviam e trabalhavam nestes distritos como prostitutas licenciadas, e o governo Tokugawa as classificava de acordo com sua beleza e habilidades. No topo da hierarquia yujo estavam as Oirans, que eram o ínicio do teatro Kabuki, além prostitutas.

 Samurais não eram permitidos a participar do teatro kabuki ou usar dos serviços das yujo por lei; era uma violação da estrutura social para os membros das castas altas (de guerreiros) se misturar com as classes marginalizadas como atores e prostitutas. No entanto, os samurais ociosos do pacífico Japão Tokugawa burlaram tais restrições, e se tornaram alguns dos melhores clientes dos Distritos dos Prezares.

Geishas servindo sakê, 1801

Surgimento da figura da Geisha:

Com clientes de classes mais altas, um estilo mais refinado de mulher artista se desenvolveu nos distritos dos prazeres de Kyoto e outras cidades. Altamente habilidosas em dança, canto e em instrumentos musicais como flauta e shamisen, a geisha não contava em vender seu corpo como principal fonte de renda. Elas eram treinadas na arte da conversa e do flerte. Dentre as geishas mais valorizadas estavam aquelas que possuíam talento para a caligrafia, ou aquelas que podiam improvisar belas poesias com mensagens escondidas nas entrelinhas.

A história registra que a primeira pretensa geisha foi Kikuya, uma talentosa tocadora de shamisen e prostituta que viveu em Fukagawa nos anos 1750. Entre o fim do século XVIII e início do XIX, uma grande quantidade de outras residentes do distritos dos prazeres começaram a construir uma reputação como talentosas musicistas, dançarinas ou poetas, do que simplesmente profissionais do sexo.

A primeira Geisha oficial foi licenciada em Kyoto em 1813, apenas 55 anos antes da Restauração Meiji, que acabou com o Shogunato Tokugawa e assinalou a rápida modernização do Japão. As geishas não desapareceram com o fim do Shogunato, apesar da dissolução da classe samurai. Foi a Segunda Guerra mundial que realmente deu um baque na profissão; de quase todas as jovens mulheres se esperava que trabalhassem em fábricas para ajudar na guerra, e haviam muitos poucos homens para patrocinar as casas de chá e bares.

Maikos dançando e tocando shamisens, 1906

Apesar do apogeu das Geisha ter sido curto, a ocupação vive até hoje. Ao passo que a tradicional maiko, ou geisha aprendiz, começava seu treinamento aos 6 anos de idade, hoje todos os estudantes japoneses são obrigados a frequentar a escola até os 15 anos. Em Kyoto, garotas podem começar seu treinamento com 16 enquanto as garotas de Tokyo geralmente tem que esperar até os 18.

Uma geisha moderna

Popular tanto entre os turistas quanto com pessoas de negócios, a geisha moderna sustenta toda uma indústria. Elas provém trabalho para artistas em todas áreas tradicionais de ensino da música, dança, caligrafia, etc, que treinam uma geisha. Além disso, geishas compram produtos tradicionais top de linha como kimonos, sombrinhas, leques, sapatos e afins, mantendo artesãos trabalhando e preservando seus conhecimentos.

Fonte: http://asianhistory.about.com/od/japan/a/History-of-the-Geisha.htm?nl=1
A autora do texto original é a historiadora Kallie Szczepanski.
O portal é bem legal você pode acessar por aqui: http://asianhistory.about.com

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